Texto-Análise: O Exterminador do Futuro - Gênesis (Filme)

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Hoje é sete de julho de dois mil e quinze, estamos num mundo pacifico, as máquinas nem se quer foram projetadas ainda, a Skynet nem existe, mas mesmo assim, faremos uma texto-análise sobre o filme O Exterminador do Futuro: Gênesis, lembrando que conterá cenas com spoilers, muita falação, muita opinião e no final das contas, caberá a você decidir se o filme é bom ou não, mas vamos ao que interessa.

O Exterminador do Futuro: Gênesis, nada mais é do que um "Reset", como já anunciado anteriormente, não tem nenhuma ligação com os filmes anteriores, exceto a mesma história, porque na verdade é um reset. É a mesma coisa de analisar que o filme faltou contar uma parte importante que não tinha e decidiram lançar de novo com novos efeitos e muito mais, confira a sinopse e logo mais entenda o porque desse "reset."

"Em 2029, a resistência humana contra as máquinas é comandada por John Connor (Jason Clarke). Ao saber que a Skynet enviou um exterminador ao passado com o objetivo de matar sua mãe, Sarah Connor (Emilia Clarke), antes de seu nascimento, John envia o sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta ao ano de 1984, na intenção de garantir a segurança dela. Entretanto, ao chegar Reese é surpreendido pelo fato de que Sarah tem como protetor outro exterminador T-800 (Arnold Schwarzenegger), enviado para protegê-la quando ainda era criança."

Mas qual foi o motivo de ter dado esse reset?

Se você não assistiu nenhum dos quatro outros filmes anteriores com o título O Exterminador do Futuro, então não saberá do que estou falando, mas a real falha do quatro filmes foi na verdade, a incrementação de um loop infinito. Não entendeu? Vou resumir.

Primeiro Filme:
Neste filme, a central de inteligência artificial, Skynet, envia um Exterminador para aniquilar Sarah Connor e impedir que John Connor assuma a liderança da Resistência, fazendo-a prosperar. Em contrapartida, a Resistência envia de volta na década de 1980 um humano chamado Kyle Reese para proteger a mãe e a criança.

Segundo Filme:
Neste filme, o Extermindor, após falhar na missão anterior, volta em 1995 para tentar novamente aniquilar John Connor enquanto ele é adolescente. Desta vez o Exterminador é uma versão mais moderna: o T-1000 e Arnold Schwarzeneger interpreta um T-101 enviado pela resistência para proteger Sarah e seu filho. Após onze anos de preparação para a futura guerra, Sarah decide destruir os computadores da Skynet para evitar a rebelião dos robôs.

Terceiro Filme:
Com a destruição da Cyberdyne, a ascensão da Skynet foi adiada, porém, não evitada. Em uma última tentativa de aniquilar John Connor e impedir a vitória da Resistência, a Skynet envia uma robô muito desenvolvida, a T-X. A T-X desta vez é uma mulher, provavelmente por causa da falta de outras figuras femininas na série. T-850 é enviado de volta para proteger John Connor e sua futura mulher Kate Brewster.

Quarto Filme:
Após a Skynet destruir grande parte da humanidade em um holocausto nuclear, John Connor luta para se tornar o líder, mas, neste futuro, Marcus Wright (Sam Worthington) foi de alguma forma alterado. Os T-800 (Arnold Schwarzeneggerer) estão se aproximando antes do tempo esperado e dessa forma acabam sendo destruídos. Skynet havia uma carta na manga e manda T-800 para destruir Sarah Connor para evitar que sejam destruídos novamente. John Connor sabe disso e manda Kyle Reese para proteger Sarah Connor em 1984.

O filme acaba entrando em looping infinito se você observar bem, não há o que fazer, e em algum ponto os eventos são obrigados a acontecer, mas no entanto, nesse filme evitaram que isso acontecessem. Isso foi a melhor coisa que já inventaram, Sarah Connor (Emilia Clarke), sabe que o passado foi alterado e isso tudo é explicado no filme, enquanto a Skynet que tornou-se um robô acaba transformando John Connor (2055) em um Exterminador. Transformando sua preocupação em uma salvação, quebrando e evitando que isso tudo entre em um verdadeiro looping.

O reset foi feito e melhoraram esse erro grotesco que aconteceu em sua outra versão, mas não só isso, concluímos que é realmente necessário que algumas referências e contexto da história para você entender superficialmente, você necessita assistir no minimo os três anteriores, caso ao contrário você irá simplesmente bagunçar sua mente com tanto quebramento no espaço-tempo, um exemplo disso é você encontrar dois de você no mesmo lugar brigando, isso é um enorme problema e Martin McFly sabe disso muito bem.

Para entender como concertaram isso foi basicamente assim, vamos usar dois filmes como exemplo, Exterminado do Futuro e Star Trek. Em Star Trek, o diretor J.J. Abrams teve a esperta sacada de colocar Spock (Leonard Nimoy) e o vilão Nero (Eric Bana) cruzando uma fenda temporal e, desta forma, retornar ao passado. Lá, Nero ataca a espaçonave onde está o pai de James Kirk (Chris Pine), matando-o. Este simples fato fez com que toda a cronologia de Jornada nas Estrelas fosse para o espaço, literalmente, abrindo terreno para que a saga dos jovens Kirk e Spock (Zachary Quinto) fosse recontada de outra forma. Em O Exterminador do Futuro: Gênesis, acontece o mesmo. O início do longa-metragem é idêntico ao do primeiro filme, até que surge um outro T-800, também interpretado por Arnold Schwarzenegger, que elimina a versão enviada do futuro no filme original. Simples assim.

Mas de toda forma a unica coisa que ficou faltando é a interpretação de Emilia Clarke como uma mulher determinada, corajosa e guerreira como a Linda Hamilton sabia fazer muito bem, ao contrário de Emilia que por mais que tenha passado tempo o suficiente ao lado do T-800 a ponto de desejá-lo como um membro da família, não trouxe maturidade para ela e você sabe disso ao ver ela chamando T-800 de "Papi".

Mas enfim, de toda forma isso não é algo ruim de se ver, o filme foi bem elaborado, ótimas cenas de destruição e efeitos em uma ótima direção de Alan Taylor, o filme mostra também que haverá uma continuação, já que um dos servidores de Skynet acaba ficando inteiro enquanto o Exterminador em meio a tudo isso, acaba se mostrando em hologramas.

Com isso tudo, terminamos nossa Texto-Análise, informando a vocês que o filme é bom e deve ser visto com certeza, lembrando que ele seria um corretivo ou uma versão alternativa mais correta de se acontecer se um simples evento fosse mudado, o que foi feito em três filmes, acabou sendo resumido em apenas um que promete ter uma sequência.

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